07 novembro, 2012

No reino do alegadamente

História mal contada esta do Nuno Ferreira, um alegado entusiasta de viagens pedestres, que alegadamente tentou agredir, depois de alegadamente o ter insultado, o ministro Relvas no quarto de hotel no Faial. O jovem, alegadamente jornalista, diz que nada fez, mas há registos de fotos que o mostram de mãos algemadas, a ser conduzido pelos "capangas" do «cérebro» da Lusófona.

Obama, take 2

O benefício da dúvida para Obama. Mais 4 anos da administração democrata na Casa Branca. Fica-se com a sensação que a «Obamania» já era, mas os sábios americanos preferem «the devil they know».

06 novembro, 2012

Será que ele ainda pode?

Acho que Obama vai ganhar. Mas também acho que a paixão que os europeus têm por Obama é infinitamente superior à que nutrem os próprios americanos pelo seu Presidente. Mesmo 4 anos depois, apesar da economia estar mal, o eleitorado está partido ao meio e a indefinição existe até ao último minuto. Será melhor para a Europa se Obama for reeleito, mas não creio que seja o fim do mundo caso Romney chegue à Casa Branca.

Uma criancice

Gaspar, também conhecido pelo «Freedy Krueger» do Governo, diz que vamos «demorar décadas» a arrumar a casa. As contas, está bom de ver. Como se Deus e o povinho quiserem, o Gaspar e a Merkel vão, para o ano, desta para melhor, o mais natural é que prevaleça a ideia do «parisiense» Sócrates que na sua cátedra da escola de ciências sociais disse que pagar a dívida completa dos Estados era uma brincadeira de crianças.

Um sedentário presidente

Cavaco está vivo e de boa saúde, mas o ar esfíngico e petrificado denuncia que o pouco exercício físico que tem feito nas últimas semanas lhe está a tolher a normal locomoção. Médicos e assessores dividem-se. Os clínicos insistem que o inquilino de Belém deve sair e caminhar pela cidade e pelo país, enquanto os seus assessores políticos insistem que, pela sua segurança e integridade física, o melhor é ficar fechado a sete chaves em Belém e no Possolo, até que a borrasca amaine. A saúde ou a segurança, um dilema presidencial.

A frase do dia


«De cada vez que o senhor ministro vai à televisão, os portugueses têm medo», Basílio Horta, deputado do PS, TVI 24 Online, 6 Novembro 2012

05 novembro, 2012

New York state of mind

Sempre ouvi dizer que Nova York era «a cidade». Como o amor das nossas vidas, a tal. Ainda não tive o prazer de conhecer, mas não quero ir com os pés para a cova sem desfrutar da «big apple», subir à Estátua da Liberdade, apreciar o skyline de NY, assistir a um jogo dos Knicks no Madison Square Garden, deambular pela feérica atmosfera de Times Square. Os atentados do 11-S e o impacto do furacão Sandy demonstraram que a cidade cantada e evocada por dezenas de artistas tem uma capacidade de regeneração incrível na sequência de acontecimentos trágicos. Um verdadeiro «state of mind», como cantou Billy Joel. A capa da mítica «New York» é uma ode ao bom gosto e ao eterno magnetismo associado à cidade norte-americana. «Start spreading the news...»

Quem quer ser do Sporting?

O futebol é a coisa mais importante das coisas menos importantes da vida, como alguém um dia disse. Mas ninguém anda feliz por estar a um ponto da linha de água da despromoção e ainda menos se estivermos a falar do colossal Sporting Clube de Portugal. Nem a liderança na II Liga e o triunfo diante do rival Benfica B atenuam a humilhação que vai nos corações leoninos. O belga é «outro» para queimar, Godinho Lopes já está em labaredas há muito. As eleições antecipadas estão ao virar da esquina. Mas o pior é mesmo a degradação da imagem do clube de Alvalade junto das novas gerações. Confessava o ex-jogador do Sporting, Litos (lembram-se dele?) que o seu filho de 12 anos perguntou-lhe «se podia mudar de clube e trocar o Sporting pelo FC Porto?». Fica a ideia para o departamento de marketing do Sporting pensar em estratégias interessantes para reganhar adeptos, mas torna-se difícil depois de anos de jejum de títulos e um impressionante somatório de derrotas consecutivas.