A «tempestade perfeita» ou «franken storm». Ainda não pisou terra, mas o «Sandy» já está a gerar o caos na costa leste americana, pouco mais de uma semana das eleições presidenciais.Em véspera de Halloween, não faltarão os que dizem as bruxas podem decidir o futuro inquilino da Casa Branca.
28 outubro, 2012
O «chip» da poupança
Poupança é o vocábulo que mais rivaliza com crise. Depois de gastar à tripa forra, os portugueses estão a mudar o «chip» e a controlar os impulsos consumistas. Os livros sobre finanças pessoais saem para os escaparates como pãezinhos quentes. O mais recente chama-se «Manual da Poupança» e é da autoria de João Barbosa e Ricardo Ferreira. Numa livraria perto de si, por um preço cómodo, saiba algumas dicas preciosas para poupar uns trocos ao fim do mês.
«Geração exílio»
Os espanhóis têm muitos defeitos, mas são mestres na arte de simplificar. Foram eles os inventores da «geração mileuristas», quando era um escândalo que jovens que passaram anos a estudar auferiam «apenas» 1000 euros, e agora criaram a «geração exílio» para classificar os jovens que, sem condições para demonstrar o seu valor no país de origem, decidiram emigrar de Espanha rumo a outras paragens. As histórias que o «El Mundo» conta são idênticas a muitos jovens em português, mas contadas em castelhano...
Lições da maratona
Ainda sobre a imagem da maratona inventada pelo humor inglês do sul do Gaspar, vem-me à memória o episódio da atleta suiça Gabriela Andersen-Schiess que terminou a prova dos 42,195 Km, em Los Angeles, em 1984, o ano em que Rosa Mota obteve o bronze para Portugal. Com 39 anos, completamente desidratada, desnorteada e cambaleando, a atleta cruzou a meta de forma penosa perante a emoção e admiração do estádio olímpico californiano. Isto para dizer, em resposta ao ministro, que o esforço e a determinação até podem chegar para cortar a linha de meta, o pior são mesmo as sequelas futuras.
A frase do dia
«Tenho muita pena que o nosso país esteja a viver a poder de lágrimas e ais», Antonio Lobo Antunes, escritor, Rádio Renascença Online, 28 Outubro 2012
27 outubro, 2012
Algures ao quilómetro 27
Gaspar, Gaspar, Gaspar. Todos os dias entra-nos pela casa, sem avisar, de pé de cabra na mão, pronto a consumar o furto. Hoje saiu mais uma pérola daquela boca linda. Diz ele, depois da «blague» de estarmos a meio da ponte, que nos encontramos na «fase final da maratona», com «dois terços do processo de ajustamento» realizado. Mas disse mais: Gaspar estima Portugal está «por volta do 27.º quilómetro», quando se sabe que a maratona são 42,195 quilómetros. E é precisamente entre os 30 e os 35 quilómetros que acontecem as maiores surpresas. Os desfalecimentos súbitos, por exemplo. Tudo isto, a metáfora atlética, para mandar o recado que o pior está para vir. A meta no estádio olímpico ainda está bem longe. As condições atmosféricas são terríveis e o atleta padece de obesidade. Talvez cheguemos à meta, mas o atleta correrá os últimos metros a cambalear e sairá de maca, directamente para o hospital, completamente desidratado.
26 outubro, 2012
A frase do dia
«O ministro das Finanças faz-me lembrar um alentejano que vai em contramão na A6», Miguel Sousa Tavares, citado pela «Sábado», 25 Outubro 2012
Banqueiro contra as cordas
Vi parcialmente a entrevista que o presidente do BCP, Nuno Amado, deu a Judite de Sousa na TVI24. Na parte a que assisti, a entrevistadora não foi propriamente mansa com o banqueiro, nomeadamente nas relações do Millenium com os clubes de futebol e as responsabilidades dos bancos na concessão de crédito às empresas. Quando Judite se despediu dos telespectadores, os microfones ficaram 2 segundos ligados e ouviu-se Amado a lamentar-se: «Queria matar-me, você!». Num momento em que o jornalismo está contra as cordas, vale a pena ouvir lamentos destes, ainda para mais vindos de quem vêm.
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