26 outubro, 2012

A frase do dia

«O ministro das Finanças faz-me lembrar um alentejano que vai em contramão na A6», Miguel Sousa Tavares, citado pela «Sábado», 25 Outubro 2012

Banqueiro contra as cordas

Vi parcialmente a entrevista que o presidente do BCP, Nuno Amado, deu a Judite de Sousa na TVI24. Na parte a que assisti, a entrevistadora não foi propriamente mansa com o banqueiro, nomeadamente nas relações do Millenium com os clubes de futebol e as responsabilidades dos bancos na concessão de crédito às empresas. Quando Judite se despediu dos telespectadores, os microfones ficaram 2 segundos ligados e ouviu-se Amado a lamentar-se: «Queria matar-me, você!». Num momento em que o jornalismo está contra as cordas, vale a pena ouvir lamentos destes, ainda para mais vindos de quem vêm. 

24 outubro, 2012

De regresso à vida

Francisco José Viegas é tão bom editor, crítico literário e gastronómico que era um desperdício tê-lo na inexistente secretaria de Estado da Cultura. Sai no final do mês do cargo, a pedido do mesmo, alegando motivos de saúde. Ó Francisco, goze a vida e deixe a pandilha da maioria governar o ingovernável tasco. Escreva, edite, critique e almoce e jante onde desejar. Já agora partilhe, sff.

O tal canal da Luz

Luís Filipe Vieira já decidiu. Contra muitos prognósticos, inclusive o meu, vai centralizar os direitos televisivos do Benfica no canal do clube, rejeitando renovar contrato com a Olivedesportos. É uma decisão óptima em termos de radicalização do discurso, mas só falta agora  inventar que o Benfica não ganhou campeonatos com mais frequência nos últimos anos devido à SportTV. José Eduardo Moniz, o mago da caixinha mágica, vai liderar um brinquedo muito do seu agrado, mas muitas questões se colocam: Vai a Benfica TV ser um canal codificado? Terá o sistema de pay per view? Será que os depauperados portugueses estão dispostos a pagar uma assinatura mensal para ver 15 jogos do Benfica na Luz? Muitas perguntas sem resposta. E há outra coisa. Sem vitórias, não há palhaço!

Azelhice ou experimentalismo?

Estou indeciso em definir se esta governação prima mais pela azelhice ou pelo experimentalismo. Um passo à frente e dois atrás. É quase sempre assim. O último sacrificado foi o ministro Mota Soares, que veio dizer que a tal proposta de redução do subsídio de desemprego, afinal, já não é para avançar. Porventura, é capaz de ter que ficar para segundas núpcias. Sem vergonha é pouco, para classificar a pinta e os actos desta malta.

A frase do dia

«A melhor da semana foi Godinho Lopes assumir o futebol. Como é possível alguém que não tem a noção do que é este desporto assumir este papel em vez de entregar a profissionais. Por este andar, qualquer dia também mete o querido Paulinho na rua e também fica a tomar conta do roupeiro clube. Haja tino e vergonha, já chega», Carlos Barbosa, ex-dirigente do Sporting, citado pelo «Record», 24 Outubro 2012

23 outubro, 2012

Presidente sem tusto?


Rui Rangel vai perder as eleições da próxima sexta-feira para LF Vieira. Mas se ganhasse teria um problema para resolver. Diz ele que se a maioria dos sócios votar nele, pede, acto contínuo. uma licença sem vencimento da sua profissão de magistrado e depois de eleito colocará à consideração dos sócios do SLB se pode tornar-se no primeiro presidente remunerado na história do clube. Se os soberanos sócios dissessem não, Rangel arriscava-se a gramar quatro anos sem tusto. Exceptuando os almoços, os jantares, as despesas de representação e o carro com motorista. Só que isso ainda não enche o frigorífico lá de casa. Era caso para lançar uma mega-operação coração para sustentar o novo líder máximo dos encarnados, qual sem-abrigo em apuros. Mas não vale a pena pensar muito. Rangel vitorioso só em sonhos.

Execução digna de um filme de terror

Não há grande volta a dar. Os números da execução orçamental são uma perfeita desgraça e não há herança que possa ser invocada. Quanto mais impostos, menos receita, é o que apontam os números que são como o algodão, não enganam. Solução? Carregar nos impostos como se não houvesse amanhã. Isto não é política, é um filme de terror.