Com mais ou menos espírito olímpico, com mais ou menos suspeitas sobre doping, com mais ou menos desportos exóticos, os jogos olímpicos são, de 4 em 4 anos, pela sua diversidade e magnitude, o maior evento do Planeta. Um verdadeiro happening da cerimónia de abertura à de encerramento, passando pelas dezenas de modalidades que desfilam a um ritmo alucinante no televisor do nosso sofá, incentivando o zapping, em busca do último directo. Mas se o atletismo é a prova rainha, pelo qual todos esperam, a entrega das medalhas e o soar dos hinos nacionais é um momento de emoção suprema. Sorrisos, abraços, lágrimas, homenagens póstumas, preces divinas, um "mix" que não deixa ninguém indiferente. Mas divertido mesmo, é darmos por nós a puxar por uma halterofilista do Cazaquistão ou um judoca do Qatar, em confronto directo com os «Golias» americanos, chineses ou russos. Com ou sem medalhas portugueses, é aproveitar a festa olímpica até 12 de Agosto.
01 agosto, 2012
Phelps para a eternidade
31 de Julho de 2011. O nadador norte-americano, Michael Phelps, bateu um recorde com mais de cinco décadas, ao tornar-se o atleta olímpico com mais medalhas conquistadas: 19.
31 julho, 2012
Se estás teso, junta-te a eles
A 15 dias do início do campeonato, nenhum canal generalista, a emitir em aberto, se chegou à frente para comprar os jogos da primeira liga ao monopolista «Oliveirinha». Já se aventa em alguma imprensa que a RTP, a SIC e a TVI vão unir esforços e dividir despesas, distribuindo entre si os «restos» que a SportTV quiser vender. Caso contrário, se o respeitável adepto quiser ver a bola, que pague o dízimo ou alugue bancada central num café próximo.
30 julho, 2012
A autoridade no cumprimento do dever
No penúltimo dia de labuta, antes do retiro do guerreiro para destino incerto, Passos Coelho foi a Belas ver como é que o corpo de intervenção da PSP actua quando um grupo de manifestantes se insurge contra um governante ou outra personalidade com protecção policial. Pelos vistos gostou do que viu. Elogiou a «demonstração» e os figurantes. Não há notícias que os manifestantes a fingir lhe tivessem dirigido qualquer impropério. O respeitinho é muito bonito. E o boné fica-lhe a matar, não acham?
Prémio «já fizeste, ou estás para fazer»
«Acho que temos o ministro das Finanças mais rigoroso dos últimos anos. E pode pôr muitos anos nisso (...) se alguém olha para os custos é o professor doutor Vítor Gaspar», Ricardo Salgado, presidente do BES, Agência Lusa, 30 Julho 2012
A receita do Presidente
Na visita que fez à aldeia olímpica, em Londres, Cavaco incentivou os portugueses a praticar o que chama de «desporto caseiro». A frase não mereceu qualquer debate na comunicação social, mas é especialmente enigmática. Sabendo que o Presidente já estimulou os portugueses a fornicarem para aumentar a natalidade, não é de descartar que as meias palavras do senhor de Boliqueime sejam um incentivo para o Manel andar no «truca-truca» com a Maria. Faz bem à pele e à circulação e sempre se perde umas calorias.
O «efeito Mamede»
De 4 em 4 anos é sempre a mesma coisa. Os portugueses pensam que vão ver os seus atletas chegar à Portela ou a Pedras Rubras com as arcas cheias de medalhas. É uma ilusão. Sem política desportiva e um plano nacional para o desporto que comece desde muito cedo nas escolas, é impossível acalentar grandes expectativas. Os Lopes, as Rosas, as Fernandas, os Évoras e as Neides deste nosso portugalzinho são excepções a uma mediocridade muito nossa. O que é ingrato é malhar em cima de jovens, homens e mulheres, que treinaram anos a fio para uma prova, para um sonho, que em poucos minutos é desfeito, como o esboroar de um castelo de cartas. O caso de Telma Monteiro, hoje eliminado logo no primeiro combate, creio que reside numa outra debilidade muito portuguesa: o factor mental. A judoca pode ter feito um ano fantástico na sua modalidade, mas o dorsal olímpico pesa muitos quilos. É o tal «efeito Fernando Mamede», o célebre atleta de fundo português que batia os recordes europeus e mundiais em meetings, mas quando pisava uma pista nas olímpiadas, como aconteceu em Los Angeles 84', desistia a meio e ia chorar para junto do mar.
Cá para mim todos estes atletas olímpicos são uns heróis. Sei que se esforçaram para «isto» e no «seu» momento fracassaram. Política desportiva sem investimento e sem cabeça é insucesso pela certa.
Cá para mim todos estes atletas olímpicos são uns heróis. Sei que se esforçaram para «isto» e no «seu» momento fracassaram. Política desportiva sem investimento e sem cabeça é insucesso pela certa.
O amor é lindo!
Pinto da Costa deu o nó com a Fernandinha na localidade de Touros, Brasil. É o terceiro enlace do presidente portista. Um verdadeiro recordista de títulos e de matrimónios.
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