09 julho, 2012

O «eleito»

A «indústria dos canudos» em Portugal foi das mais florescentes actividades dos últimos anos no nosso país, mas começa a dar sinais de decadência acelerada. As falcatruas e os cambalachos contribuíram para fechar a Independente, e por este andar outras se seguirão. Quem não tem culpa das facilidades concedidas aos «eleitos» desta vida são os estudantes sérios que gastam 10 vezes mais para ter um curso do que o ministro Relvas.  
Já agora, o administrador da Lusófona argumenta que as 32 equivalências são justificadas pelo «curriculo rico» e as «competências transversais» deste cavalheiro. Só se a riqueza de refere às suas obscuras ligações com o Brasil e Angola. Essas sim, verdadeiramente ricas.

Henry Cartoon atento ao caso «Relvas/Lusófona»

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Contabilistas no olho do furacão

Continua o julgamento «Freeport». O novo desenvolvimento do dia é que o «Pinóquio» afinal não é o José que está em Paris, mas um contabilista da empresa Smith & Pedro, isto segundo o depoimento de Manuel Pedro, no tribunal do Barreiro.. Isto já cheira mal. Sempre que há asneira nas contas públicas, a culpa é dos homens das contas. São sempre os mesmos a pagar as favas. Irra!

08 julho, 2012

Problemas, problemas, problemas

O novo corte de cabelo, mais curto, de Passos Coelho não resolve os «problemas concretos» do país, nem melhora a sua popularidade. Bem pelo contrário. O povo pode ter muitas culpas no cartório, especialmente por omissão e passividade, mas temos sido governados ou por aldrabões ou por impreparados, para não dizer incompetentes.

Um profissional da política na Amadora

O autarca Raposo, amigo do autarca Costa, prepara uma reorganização das 11 freguesias da Amadora, suprimindo 5 delas e rebaptizando/fundindo algumas delas. Desaparecem Alfornelos, Buraca, Reboleira, Brandoa e São Brás e nascem Mina d'Água, Santa Teresinha e São Francisco, Águas Livres e Falagueira-Venda Nova. Mais do que administrativa e economicista, esta parece uma operação de marketing para eliminar nomes originalmente pouco felizes e associados a problemas sociais e de criminalidade. Realmente, ao abrir as páginas dos jornais, soa bem melhor ler «gang armado assalta café em Santa Teresinha», do que «gang armado assalta café na Brandoa». Da mesma forma que o próprio concelho da Amadora poderia ser promovido a uma bem mais sonante «Profissional».

A vertigem da citação

Faz-me comichão quando oiço políticos com altas responsabilidades citarem eméritos nomes da cultura nacional ou internacional. O Sócrates disparava citações sem aviso prévio e agora é o Relvas que, ontem, enquanto era vaiado pelo respeitável público nos jogos da CPLP, em Mafra, citou Miguel Torga: «O universal é a casa sem paredes». Será o apropriar-se de citação alheia uma vertigem que atinge os génios que conseguem/compram licenciaturas rápidas?

Tarde de domingo

Paulo Macedo, o «exterminador» do governo, está a meter-se com uma das classes /lóbis mais poderosos do país: os médicos. Apareceu hoje, com o secretário de Estado da Administração Pública, à porta do ministério para ter uma reunião, com os sindicatos, que já sabia não ia acontecer. Desconhece-se o que fizeram no gabinete do ministério no edifício da João Crisóstomo, mas bem que podiam ter escolhido um programa mais arejado para uma domingueira tarde de verão.

07 julho, 2012

Se calha...

O Relvas anda nas bocas do mundo e hoje foi vaiado durante a abertura dos jogos da CPLP, em Mafra. As piadas jocosas sobre a licenciatura do ministro circulam em todo o lado, espalhando-se como lume pelas redes sociais. Só me apetece reproduzir a frase que Lobo Xavier disse na «Quadratura do Círculo» na quinta-feira: ««Sócrates consegue ser mais engenheiro do que Relvas é Dr.». Se calha...