O novo corte de cabelo, mais curto, de Passos Coelho não resolve os «problemas concretos» do país, nem melhora a sua popularidade. Bem pelo contrário. O povo pode ter muitas culpas no cartório, especialmente por omissão e passividade, mas temos sido governados ou por aldrabões ou por impreparados, para não dizer incompetentes.
08 julho, 2012
Um profissional da política na Amadora
O autarca Raposo, amigo do autarca Costa, prepara uma reorganização das 11 freguesias da Amadora, suprimindo 5 delas e rebaptizando/fundindo algumas delas. Desaparecem Alfornelos, Buraca, Reboleira, Brandoa e São Brás e nascem Mina d'Água, Santa Teresinha e São Francisco, Águas Livres e Falagueira-Venda Nova. Mais do que administrativa e economicista, esta parece uma operação de marketing para eliminar nomes originalmente pouco felizes e associados a problemas sociais e de criminalidade. Realmente, ao abrir as páginas dos jornais, soa bem melhor ler «gang armado assalta café em Santa Teresinha», do que «gang armado assalta café na Brandoa». Da mesma forma que o próprio concelho da Amadora poderia ser promovido a uma bem mais sonante «Profissional».
A vertigem da citação
Faz-me comichão quando oiço políticos com altas responsabilidades citarem eméritos nomes da cultura nacional ou internacional. O Sócrates disparava citações sem aviso prévio e agora é o Relvas que, ontem, enquanto era vaiado pelo respeitável público nos jogos da CPLP, em Mafra, citou Miguel Torga: «O universal é a casa sem paredes». Será o apropriar-se de citação alheia uma vertigem que atinge os génios que conseguem/compram licenciaturas rápidas?
Tarde de domingo
Paulo Macedo, o «exterminador» do governo, está a meter-se com uma das classes /lóbis mais poderosos do país: os médicos. Apareceu hoje, com o secretário de Estado da Administração Pública, à porta do ministério para ter uma reunião, com os sindicatos, que já sabia não ia acontecer. Desconhece-se o que fizeram no gabinete do ministério no edifício da João Crisóstomo, mas bem que podiam ter escolhido um programa mais arejado para uma domingueira tarde de verão.
07 julho, 2012
Se calha...
O Relvas anda nas bocas do mundo e hoje foi vaiado durante a abertura dos jogos da CPLP, em Mafra. As piadas jocosas sobre a licenciatura do ministro circulam em todo o lado, espalhando-se como lume pelas redes sociais. Só me apetece reproduzir a frase que Lobo Xavier disse na «Quadratura do Círculo» na quinta-feira: ««Sócrates consegue ser mais engenheiro do que Relvas é Dr.». Se calha...
04 julho, 2012
Futre, o visionário
Futre já tinha previsto. O Sporting está um verdadeiro clube da globalização. Acaba de contratar dois jogadores com nomes impronunciáveis. Um deles chama-se Zakaria Laybad, marroquino, com ar de terrorista islâmico disposto a morrer pela «Jihad», e hoje anunciou a contratação do capitão da selecção indiana de futebol, Sunil Chhetri, para jogar na equipa B leonina. No mesmo dia em que foi lançada a marca Sporting no mercado indiano e em que Sá Pinto escreveu aos sócios do Sporting. Aqui mostramos a carta remetida a uma senhora, procurando mobilizar, com palavras doces, para apoiar a equipa em Alvalade. Uma verdadeira metamorfose para quem era um exímio «boxeur» há uma década atrás.
Relvas queria ser «Dr.» à força
Os assessores do Relvas devem andar como baratas tontas para controlar os danos colaterais do caso da licenciatura supersónica na Lusófona. Está visto que o Relvas se sentia diminuído por não ser tratado por «Dr.» e teve de «martelar» uma licenciatura como fosse. Assim como assim, mais valia ter tirado um curso em Angola ou no Brasil, certamente que os muitos amigos que tem nesses continentes, que primam pela transparência e acima de qualquer suspeita, se encarregariam de dar «sumiço» na papelada, né?
Licenciatura na hora
O Governo da maioria de direita limpou o «simplex» do mapa, mas o honesto ministro Relvas ainda aproveitou as vantagens do «socratismo» para fazer o seu cursozito «a la minute». Passos diz que estamos perante «um não assunto». Está visto que o Primeiro-Ministro vai defender o seu criador até que não possa mais. A continuarem a chafurdar na lama que é o passado do Relvas, este governo tem os dias contados.
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