Para as carpideiras do costume, aqui fica o balanço dos últimos certames em que a selecção de Portugal participou e brilhou, mesmo sabendo que o segundo lugar é o primeiro dos últimos: Euro 2000 - 3º lugar ex-aequo; Euro 2004 - finalista; Mundial 2006 - 4.º lugar; Euro 2012 - 3.º lugar ex-aequo. Esta é, de longe, a melhor indústria exportadora do país. E o resto são cantigas.
27 junho, 2012
A lotaria saiu aos «Felipes»
Os «Felipes» derrotaram a «Padeira de Aljubarrota» na batalha de Donetsk. A lotaria dos penalties saiu aos castelhanos. Faltou sorte, disse Paulo Bento. «Uma injustiça», murmurou Cristiano para os céus. Faltou-nos a Nossa Senhora do Caravaggio, digo eu. Mas saímos sempre de cabeça erguida, como a selecção.
Tragédia ou redenção?
A redenção ou a tragédia esta noite, a partir das 19h45, num televisor perto de si. Se os portugueses correrem com os «felipes», sugiro que se proponha à chanceler Merkel trocar o troféu de campeão de Europa pela compra do total da dívida portuguesa. Era remédio santo e sempre se fazia a estátua para o CR7.
Não pode ser um nome de rua?
«Cristiano Ronaldo mostrou aos portugueses que merece um monumento em Lisboa», Diego Maradona, Jornal de Notícias, 2012
26 junho, 2012
O coleccionador de relógios caros
A versão castelhana do Huffington Post apresenta uma galeria com os diversos relógios que o ministro espanhol De Guindos, uma espécie de Gasparzinho de nuestros hermanos, se tem apresentado em público. Coleccionador confesso destes objectos, o ministro da Economia, responsável pelo pedido de resgate da banca espanhola, chega a usar relógios cujo preço de mercado pode alcançar os 6 mil euros. Outro que não ludibria e não engana...
Zangam-se os irmãos, descobrem-se as verdades
A presença de António Oliveira «agarrou-me» ao «Dia Seguinte», mesmo em pleno defeso futebolístico da Liga principal. O ex-jogador, um dos mais brilhantes da sua geração, e antigo seleccionador mostrou o motivo porque rompeu a relação pessoal e profissional que tinha com o seu irmão, Joaquim Oliveira. Um discurso escorreito, com ideias, clareza de espírito e a apontar o dedo ao patrão da Olivedesportos, que fundou nos anos 80, acusando-o de ser o dono do futebol, que põe e dispõe dos clubes, de pessoas e de influências, «segregando-o» de qualquer possibilidade de aparecer nos jornais do grupo Controlinveste ou de concorrer a um cargo no dirigismo do futebol português. Oliveira é muito mais do que um Octávio Machado, o tal do «vocês sabem o que estou a falar», porque já esteve dentro de um sistema que agora denuncia. Arranjem uma espécie de programa «Tempo Extra» para o Oliveira e não se vão arrepender. Este homem sabe os podres todos dos «donos da bola».
25 junho, 2012
Piropos publicitários
Nos tempos que correm, publicidade que se preze e que queira vingar tem de falar em cenas tórridas e levar tudo para a cueca - que me perdoem os leitores mais sensíveis. A nova sensação é o «Morangão», a bebida do Licor Beirão, que para além de rimar com muitas coisas sugestivas tem um formato que também faz despertar as mentes mais perversas. Dizem que é a bebida do Verão. Se a bebida ainda não é amor à primeira vista, principalmente para quem ainda não a provou, pelo menos conquistou a atenção dos receptores. Há coisas mais previsíveis do que a Inglaterra perder um jogo de uma grande competição nas grandes penalidades.
«Sansões» para erros de palmatória
Nota-se a olho nu que vai uma grande bagunça na SIC-Notícias. Redução de meios, malta desmotivada, trabalhar a desoras, a somar à canícula de Junho, só pode dar asneira. Assim no espaço de 5 minutos nos famigerados rodapés vi «sansões» em vez de sanções e numa reportagem sobre a crise em Espanha vi a palavra castelhana «interés» traduzida como «interesses». São taxas de juro, senhores. Ó Teixeira, como é que é, pá?
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