Nos tempos que correm, publicidade que se preze e que queira vingar tem de falar em cenas tórridas e levar tudo para a cueca - que me perdoem os leitores mais sensíveis. A nova sensação é o «Morangão», a bebida do Licor Beirão, que para além de rimar com muitas coisas sugestivas tem um formato que também faz despertar as mentes mais perversas. Dizem que é a bebida do Verão. Se a bebida ainda não é amor à primeira vista, principalmente para quem ainda não a provou, pelo menos conquistou a atenção dos receptores. Há coisas mais previsíveis do que a Inglaterra perder um jogo de uma grande competição nas grandes penalidades.
25 junho, 2012
«Sansões» para erros de palmatória
Nota-se a olho nu que vai uma grande bagunça na SIC-Notícias. Redução de meios, malta desmotivada, trabalhar a desoras, a somar à canícula de Junho, só pode dar asneira. Assim no espaço de 5 minutos nos famigerados rodapés vi «sansões» em vez de sanções e numa reportagem sobre a crise em Espanha vi a palavra castelhana «interés» traduzida como «interesses». São taxas de juro, senhores. Ó Teixeira, como é que é, pá?
Não me furto, não minto e não enganarei
No debate sobre a moção de censura apresentada pelo PCP, Passos Coelho diz que «nunca me furtei a comunicar aos portugueses medidas antipáticas». Tem toda a razão, senhor Primeiro Ministro. Queremos saber é se há mais?
24 junho, 2012
Siameses políticos à força
Separados à nascença, Portas e Passos, siameses políticos à força, voltaram a aparecer juntos para assinalar um ano de governo. Bonitinhos, juraram lealdade recíproca e manter-se unidos até que uma eleição os separe. Portas, com a popularidade em alta, agradece. Com más companhias é que o líder do CDS não quer aparecer.
Revolta no «Cavaquistão»
Dia para a história, em Castro D'Aire. Cavaco apupado em território outrora chamado «Cavaquistão». Mudaram-se os tempos e o povo, o político continua igual a si próprio.
A fugir de uma martelada
Cavaco Silva sempre teve uma paranóia tremenda pela segurança. O Presidente, que se diz ser de todos os portugueses, tirou a gravata para comemorar o São João, mas não ousou sair do barco dos VIP que navegou ao longo do Douro. Certamente com medo de levar alguma martelada da populaça. Sem aspas, claro. Consciência pesada, é o que é.
A frase do dia
«Em Portugal, os jornalistas do "Watergate" acabavam condenados na ERC», Clara Ferreira Alves, painelista no "Eixo do Mal", SIC-Notícias, 23 Junho 2012
22 junho, 2012
O confisco segue dentro de momentos
«O mundo mudou», disse Sócrates até à exaustão. «O aumento significativo dos riscos e das incertezas», refere o Gasparzinho para explicar o descalabro. A verdade é que continuamos, desculpem a expressão, na merda. A execução orçamental falha, a receita fiscal derrapa, a meta de 4,5 por cento do défice é uma miragem. Sem ludibriar e sem mentir, o Gasparzinho fez uma espécie
de «mea culpa» por ter contribuído para o esmagamento da economia nacional. O subsídio dos funcionários públicos e dos desgraçados
pensionistas já foi confiscado, o dos privados virá a seguir. Não é preciso ser Zandiga ou a Maya.
O PS não tem motivos para abrir muito a boca, mas é inequívoco que estamos numa «espiral recessiva». Como estimou, de forma sábia e sem se comprometer, como convém, o secretário de Estado da Administração Pública, os subsídios serão «repostos logo que seja possível». Provavelmente numa manhã de nevoeiro cerrado, à espera de D. Sebastião, quer ele venha ou não.
O PS não tem motivos para abrir muito a boca, mas é inequívoco que estamos numa «espiral recessiva». Como estimou, de forma sábia e sem se comprometer, como convém, o secretário de Estado da Administração Pública, os subsídios serão «repostos logo que seja possível». Provavelmente numa manhã de nevoeiro cerrado, à espera de D. Sebastião, quer ele venha ou não.
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