Está provado que um treinador ganhador tem primeiro que saber conquistar/domar um balneário de egos insubordinados, do que propriamente procurar transmitir a melhor estratégia táctica. Se os jogadores não querem, nada feito. Bastou ver o abraço com que os jogadores do Chelsea e do Sporting brindaram os seus novos treinadores, Di Mateo e Sá Pinto, depois das vitórias sobre o Nápoles e o City para a Liga Europa, para perceber que Villas-Boas e Domingos, por muita competência que tivessem, e têm, não iam dar a volta por cima. Mourinho, para além de condutor de homens, consegue domá-los. É neste ponto que reside o segredo do seu sucesso. Já agora parabéns ao Sporting. Contra todas as expectativas, eliminou uma das equipas mais fortes da Europa e pode chegar bem longe na Liga Europa. O sorteio é amanhã, na Suiça.
15 março, 2012
O milagre de Assunção
Pareceu milagre. Na altura em que Assunção Cristas começou a discursar no Plenário sobre a seca, abateu-se sobre Lisboa um violento temporal de granizo, com trovoada à mistura. Terá dado mais para destruir o que resta, do que propriamente ajudado, mas fica o registo da coincidência. Com dizem nuestros hermanos, «no acredito em brujas, pero que las hay, hay...»
A frase do dia
14 março, 2012
O fim da idade da inocência
Terminou a idade da inocência para o governo do PSD, isto porque a outra parte do tandem, o CDS, só aparece nos bons momentos. Passos Coelho diz que a demissão do ex-secretário de Estado da Energia «não tem história». Grande peta. É feio mentir. Sócrates também começou assim e acabou mentiroso compulsivo.
Borlas e baldas
Ferraz da Costa disse um dia que um país demasiado pobre como Portugal não suportava tanto roubo. E eu acrescento que para além desta prática, as borlas também não ajudaram ao estado a que chegámos. O aguerrido secretário de Estado, Sérgio Monteiro, referiu hoje em comissão parlamentar que a «balda» que os governos deram desde 1995, com as isenções na travessia da Ponte 25 de Abril, gerou para os portugueses uma dívida de 110 milhões de euros. É por estas e por outras que o argumento de acabar com os feriados é um mero exercício populista para esconder muitas condenáveis práticas passadas.
13 março, 2012
Gripe inoportuna
Os actuais empresários da comunicação social têm muitas ideias, mas pouco escrúpulos. Manuel Cruz, o novo dono do jornal «I», demitiu o director do diário que já foi do grupo Lena, aproveitando o facto de António Ribeiro Ferreira ter ficado em casa com gripe. Quando Ribeiro Ferreira regressou à redacção, já não tinha cadeira para se sentar. Que maldade!
A frase do dia
«Portugal vive numa ambiente propício ao surgimento de um novo Sidónio Pais
montado num cavalo branco, populista e demagógico, que ponha em causa a
democracia (...) A cama está posta, resta saber quem se deita nela», Pacheco Pereira, Agência Lusa, 13 Março 2012
Gozado pela Opel? Eu?
Não sei se já ouviram mas o último spot radiofónico da Opel fala de um tal «Álvaro» e da exportação para o oriente dos «pasteis de nataaaaa» (sic). Razão tinha o empresário Pires de Lima quando há uns meses atrás prognosticava que ou este ministro da Economia ganhava peso político ou o Governo tinha um problema sério para resolver. Visto que o titular da pasta do ministério da Horta Seca tem 6 secretários de Estado para comandar, eu diria que estamos perante um problema multiplicado por 6. Um dia ainda se há-de descobrir quem foi o «iluminado» que vendeu como um «galáctico» de Vancouver este anjinho ao Passos Coelho?
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