«Noutros tempos já se teriam levantado súplicas ao céu a implorar a graça da chuva, mas parece que os crentes não se fazem ouvir e a maioria da população não acredita na providência divina, mas somente na previdência de Bruxelas», António Vitalino Dantas, Bispo de Beja, Agência Lusa, 12 Março 2012
12 março, 2012
Ilusão de óptica
É a foto do dia. Jean Claude Juncker, presidente do Eurogrupo, aperta o pescoço a Luís de Guindos, ministro das finanças espanhol. A olho nu parece uma severa reprimenda, mas logo a seguir o senhor Schauble, o ministro alemão que anda de cadeiras de rodas, elogiou o esforço de saneamento orçamental da Espanha. Afinal foi ilusão de óptica. Dava o cu e oito tostões para ver Juncker a apertar o pescoço a Vítor Gaspar. Podia ser que o «morte lenta» do nosso ministro passasse a falar de forma mais célere e deixasse, por um instante, de fornicar a carteira aos portugueses.
Mastiga, deita fora, se demora
O treinador do Benfica é conhecido pelas suas calinadas no português, pela sua farta cabeleira oxigenada e pelas pastilhas que masca durante os jogos. Só se estranha como é que nenhuma empresa da área das chiclets ainda não avançou com um anúncio tendo como protagonista o Jesus encarnado. Seria má publicidade?
11 março, 2012
Geração precariedade
O «El País» dedica a sua manchete deste domingo à geração «nimileurista», que começa a ganhar terreno à outra geração que este jornal de referência do país vizinho inventou: os «mileuristas», ou seja os que auferiam,antes da crise estalar, cerca de mil euros. Os tempos mudaram e para muitos jovens, ganhar mil euros é um luxo. Se há seis anos era um símbolo de precariedade, agora é uma aspiração.
Apocalipse em 2050
Com as praias repletas quando ainda não chegámos a meio de Março, não resisto a uma sugestão
literária que se encaixa perfeitamente
no contexto de seca prolongada em que vivemos. Chama-se «O Novo Norte – O mundo
em 2050», e é da autoria de Lawrence C. Smith, professor de geografia e
ciências espaciais da Universidade da Califórnia. Ao
longo de 430 páginas, Smith explora as «quatro forças motrizes» que estão a
modificar o mundo: a mudança climática, o crescimento populacional, a
globalização e o esgotamento dos recursos, procurando prever como estas
condicionantes vão moldar o mundo até 2050. Os padrões de migração humana
deverão sofrer alterações dramáticas e os países e regiões do norte – caso da
Escandinávia, o Canadá ou a Gronelândia – poderiam ser os primeiros
beneficiados. É esta a tese condutora de
Smith. Um bom livro para ler na praia ou na esplanada.
A frase do dia
«Tenho uma aposta com o primeiro-ministro [Pedro Passos Coelho] em como até 2015 a Madeira tem isto controlado e que Portugal não vai conseguir cumprir o programa deles», Alberto João Jardim, Rádio Renascença Online, 11 Março 2012
«Movida» minhota
Guimarães, Praça do Toural
Braga, Avenida da Liberdade
Depois de deixar à míngua este modesto espaço de entretenimento da blogosfera, ei-lo que ressuscita ao fim do dia de domingo. Estive ausente por terras minhotas, onde pude constatar como é possível coexistir harmonia urbana, vibração cultural e qualidade de vida. Braga e Guimarães, são, certamente, duas das cidades portuguesas mais «trendy». Aprumadas, orgulhosas, com o património histórico/cultural valorizado e recuperado, com iniciativas. A decoração florida da Avenida da Liberdade, em Braga, é um regalo para os olhos, o mesmo se pode aplicar à Praça do Toural, em Guimarães. As pessoas são simpáticas e a gastronomia é de primeira água. Na terra do «vira», o que existe mesmo é uma «movida» minhota» a despontar, de noite e de dia. À «capital europeia da cultura» vimaranense, Braga respondeu com a «capital da juventude». Rivalidade regional? Sim, ela existe, e é bem visível, não apenas no futebol. Mas a concorrência é sempre salutar. Cavaco devia ir a Braga e a Guimarães. Por estas bandas, a natalidade está em expansão. Os carrinhos de bebés e os jovens casais estão por todo o lado. Sr. Presidente, ocupe-se de temas sérios, em vez de alimentar intrigas palacianas.
08 março, 2012
Merkel inspira-se no seu «Coelho amestrado»
O «Coelho amestrado» da senhora Merkel, afinal pode estar a inspirar a toda poderosa chanceler germânica. O jornal «Bild» publica hoje as fotos de uma ida a um supermercado berlinense de Frau Angela, após regresso de uma cimeira europeia, em Bruxelas. Diz o periódico, ao melhor estilo do «Correio da Manhã», que a dona de casa comprou pimentos, couve, azeitonas e uma garrafa de vinho branco. Certamente iria preparar um repasto romântico, após uma desgastante jornada de negociações.
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