02 fevereiro, 2012

Notícias sobre o fim do mundo

Até parece que não há notícias. Esta manhã nos boletins noticiosos dos nossos canais foi preparada uma mega-operação sobre a greve que acabou por parir um rato. Os utentes até nem se queixavam muito. Passada a paralisação é a vez de atacar de frente a «vaga de frio siberiano» que promete cristalizar milhões de portugueses. A Oeste nada de novo.

A frase do dia

«Portugal só cumprirá metas do défice com um milagre», Manuela Ferreira Leite, ex-ministra das Finanças, Agência Lusa, 3 Fevereiro 2012

Pública censura

O «caso Rosa Mendes» fez a primeira vítima. A direcção de informação da RDP demitiu-se - ou será que foi demitida? O melhor é perguntarem ao Relvas, o «capataz» do governo para a comunicação social, provavelmente o mandante da ordem. A censura continua à espreita.

01 fevereiro, 2012

Heysel africano em «Porto Feliz»

O Egipto viveu hoje o seu Heysel africano, 27 anos após os trágicos acontecimentos registados no estádio de Bruxelas. Um jogo de forte rivalidade desportiva entre o Al Masri e o Al Ahli, a equipa de Manuel José, em Port Said, no norte do país, foi incendiado pela divisão política da nação, no período pós-Mubarak e primavera árabe. Cerca de uma centena de adeptos e polícias morreram asfixiados ou sucumbiram a ferimentos na cabeça. Jogadores encurralados à espera de protecção policial e balneários convertidos em morgues improvisadas foi o cenário desta noite em Port Said. Um milhar de feridos, mais de uma centena em estado grave. Em Port Said, ou o «Porto Feliz», na tradução do árabe, que afinal foi trágico. Suprema ironia.

É só farinha!

O mais forte candidato a suceder a Sarkozy no Palácio do Eliseu foi hoje brindado com farinha durante um discurso político na Fundação Abbé Pierre, em Paris. O socialista François Hollande nem pestanejou e limitou-se a ordenar as folhas do discurso em desalinho. Gosta desta forma de contestação. Não é violenta, mas deixa marca. Uma boa técnica para utilizar contra os nossos queridos políticos.

31 janeiro, 2012

O polvo

Atenção aos sem-abrigo que eventualmente leiam este post. Se têm em mente entrar num qualquer supermercado e subtrair algo para matar o bicho e um produto para a higiene pessoal o melhor é esquecer. Podem ir a tribunal e ser condenados. Pelo menos foi este o entendimento do juiz de um tribunal do Porto que andou às voltas durante dois anos com um processo ridículo da subtração de uma embalagem de polvo e um champô, furto que totalizou uns míseros 25,66 euros, e que terá custado milhares de euros ao Estado. Por não pagar custar judiciais, a Jerónimo Martins, a empresa queixosa, nada teve de arcar. Enquanto a banda toca, processos de milhões vão apodrecendo nos arquivos até à prescrição.

Nem tudo a troika levou...

Já que tudo a troika conseguiu levar, não podia também ter erradicado de vez a cerimónia inaugural do novo ano judicial? Não há pachorra para o «blá blá» do costume e para a cristalizada brigada do reumático da primeira fila.

Europa branca de neve, Portugal às voltas com a seca

A Europa Central e a de Leste a bater o dente e debaixo de neve e de água, enquanto em Portugal está declarado o estado de seca moderada.O danado do anticiclone permite ao povo sorrir com os dias iluminados, mas promete afectar muitas culturas nacionais.
Na foto, o Parma-Juventus, da Serie A italiana, foi adiado devido ao mau tempo.