27 setembro, 2011

A versão alternativa da «Casa dos Segredos»

As histórias sórdidas das orgias entre o Castelo-Branco e companhia, que segundo os «mentideros» metem sodomias e outras práticas sexuais avant-garde, davam uma excelente edição da «Casa dos Segredos», em versão «XXX». Só para assinantes premium e transmitida via cabo. Alguém compra a ideia?

A frase do dia

«O senhor doutor Alberto João Jardim é como Nosso Senhor Jesus Cristo", senhora de provecta idade quando o presidente do Governo Regional a cumprimentou, na inauguração da estrada Capelas-Terra-Chã, in Correio da Manhã, 27 Setembro 2011

O último suspiro do «rei da pop»

A última foto de Michael Jackson. Um documento, hoje revelado no início do julgamento do médico indiciado de ter provocado a morte do autor de «Thriller».

26 setembro, 2011

O sexo da águia

O sexólogo Júlio Machado Vaz substitui o cineasta Tó Pedro Vasconcelos, entretido com a privatização do canal do Estado, como o ponta-de-lança encarnado no trio de ataque da renovada RTP-Informação. Machado Vaz até confessa que «não é benfiquista doente», mas vai fazer tudo para defender as cores encarnados a partir de 4 de Outubro, em confronto directo com Rui Oliveira e Costa, pelos lagartos, e Miguel Guedes, pelos dragões. Aposto que muitos benfiquistas a norte, putativos substitutos de Vasconcelos, devem ter ficado com uma valente azia. Tomem um «Alka Seltzer» que isso passa.

Perseguição de burro atrelado

É uma daquelas brincadeiras internauticas que circula de e-mail em e-mail, mas da forma agreste como os mandamentos da troika estão a tomar conta dos nossos destinos, não seria de admirar que um dia destes a polícia andasse a perseguir ladrões montada num burro atrelado.

Português excelentíssimo

Sobrinho Simões é um daqueles portugueses excelentíssimos que a esmagadora maioria dos seus compatriotas desconhece que existe. Alia uma simpatia natural, a uma dedicação inexcedível à investigação do cancro, onde se afirma como um dos mais consagrados especialistas do mundo em matéria oncológica. Como ele diz a Judite de Sousa, «só sei trabalhar» e nem quer pensar no dia em que se reformar. O conselho que ele transmite no fim da entrevista devia ser passado em todas as escolas: «quem se habituar a comer pouco durante a vida, vai certamente viver muitos anos». Fala quem sabe.

Mix jornalístico

Fonte que bebe do fino diz-nos que «Quinzinho» Oliveirinha e a famelga estão radiantes. O «Jornal de Notícias» estancou a quebra de vendas com a alteração de estratégia editorial para um mix entre a «Maria», a «Caras» e o «Crime». A capa de hoje é de rebimba: orgias, sexo e jet-set, facadas entre um casal e um recém-nascido morto por asfixia.Viva o jornalismo sério e credível!

25 setembro, 2011

Um Rio translúcido

D. José Policarpo devia ter mais cuidado quando fala. Ainda para mais são raras as entrevistas que concede. Hoje ao «JN» disse que nenhum político saí da política com as mãos limpas. Até podia pensar isso, mas as suas responsabilidades impunham algum recato na observação típica atribuída ao «Zé povo». Eu até sou dos que acha que existem políticos que são «bacteriologicamente» puros.
Na sexta-feira ouvi Rui Rio numa conferência na cidade do Porto. É um político que admiro, apesar de não residir na cidade «invicta», mas desde 2001 que lançou como desafio pôr ordem numa casa que outros desarrumaram. E bastante. Não sei se Rio terá possibilidade de chegar a S. Bento. A vida política tem ciclos e como diria Guterres há comboios que só passam uma vez na estação das nossas vidas. Outros, são como o Pendular, nem chegam a parar. Na dita conferência, Rio criticou o facto de terem querido «apoucá-lo» ao apelidá-lo com a observação, «há um contabilista a liderar a Câmara do Porto». Sem papas na língua, Rui Rio, há 3 mandatos ao leme da autarquia, disse: «Sou contabilista e com muito orgulho. Têm de engolir o que disseram, até porque não sei ser de outra maneira». E demonstrou-o com factos: «A Câmara tem as finanças equilibradas, um passivo menor do que tinha, paga o que deve quase sempre a 30 dias e ainda sobra para investir em qualquer coisa. Enquanto isso, os sábios rasgaram o futuro de todos nós». Sem se deter, Rio não escondeu a sua perplexidade com certas situações que se vão sucedendo: «Pode uma empresa acumular lucros e ficar à beira da falência? Pode um banco acumular lucros fabulosos e acabar de mão estendida ao Estado?» A resposta é a que todas sabem: em Portugal, sim.