12 agosto, 2011

O angélico pregador regional

O despautério causado pelo BPN e pelo eterno parasitismo da RAM foram os responsáveis pelo aprofundar do buraco das nossas contas públicas. Diz Alberto João Jardim que a derrapagem da dívida madeirense «não é novidade» e que se a região tivesse mais autonomia nada disto acontecia. Sempre tão angelical o presidente do governo regional! Talvez fosse oportuno, a poucos meses de eleições regionais, voltar a puxar para agenda o tema (que agora Jardim esquece) do referendo à independência da RAM.

O mensageiro do costume, as notícias habituais

Com meio país de férias, poucos são os que reparam e que se importar. Quem dá por isso, encolhe os ombros. Este governo é madrugador e adora fazer conselhos de ministros com a duração dos discursos de Fidel Castro, mas as decisões são sempre as mesmas: carregar nos impostos que o povinho paga, dos bens essenciais, à água do duche, o gás para cozinhar, passando pela horas que passa à frente da televisão a ver os «reality shows». Para quem dizia que queria mudar o país, tem feito muito pouco, nomeadamente ao nível da despesa. E sinceramente eu não sou dos que me comove com as férias do Primeiro-Ministro na Manta Rota. Para mim até podia ir com a Laura e a famelga para as Scheicheles.

11 agosto, 2011

Miopia jornalística

Joaquim Oliveira, o «citizen kane» de Penafiel, fechou um tablóide, o «24 horas, e transformou um jornal de referência, com uma pitada de popular, em pasquim de terceiro escalão. É assim que está o «Jornal de Notícias». Títulos e abordagens de rebimba o malho. Vejam o friso escolhido para o canto inferior direito do jornal para aferir o alcance da minha análise: «Cai morto depois de atacado à paulada por irmão mais novo» e «Samanta Fox inaugura parque aquático» são títulos sensacionalistas, sem qualquer dignidade para figurar na primeira página de «um jornal que passou a tirar os óculos e a falar de pessoas» (sic), como prometeu Oliveira. Está é a ficar cada vez mais miope.

10 agosto, 2011

Massagens, pontapés e caneladas

Casados de fresco, o ex-deputado do PSD, Jorge Nuno Sá e o seu marido, o venezuelano Carlos Maceno, estão já separados. Segundo os mentideros, o sul-americano, massagista de profissão, foi queixar-se à polícia que Jorge Nuno Sá costuma chegar-lhe a roupa ao pelo com alguma frequência. O que parecia o amor da vida de ambos, afinal está transformar-se num pesadelo de tabefes e pontapés, sem direito a massagens.

Boa onda

Os políticos quando ainda estão em estado de graça, normalmente têm uma imprensa dócil. Com Sócrates acontecia o mesmo nos primeiros tempos. O «CM» e outros jornais andavam de volta das férias do primeiro-ministro no Algarve e, para já, desfazem-se em elogios. O homem alugou uma casa na Manta Rota, vai às compras de saco na mão com a mulher Laura e até cozinha para os 16 amigos convidados, costeletas, febras, entremeadas e salsichas frescas. Por seu turno, o seu predecessor, Sócrates, que também já viveu tempos áureos, é um malandro porque vai para um hotel de luxo em Albufeira. São as duas faces da ingrata vida política.

09 agosto, 2011

Boys just wanna be fun!



A malta é jovem, não gosta de estudar, detesta estar desempregada, mas adora o «campo de férias» que está a ter nas principais cidades britânicas. Atear fogo a carros, dar e levar porrada dos «chuis» e, a cereja no topo do bolo, levar bens de marca novinhos em folha para casa. Sem trabalhar para merecê-los. Importa referir que as mobilizações são feitas através de evoluídos telemóveis Blackberrys, cujas mensagens encriptadas escapam à monitorização policial. Maravilhoso o mundo novo em que vivemos!

TSU = mais impostos

O relatório do governo diz que o IVA é o imposto indirecto com «maior margem» financiar a TSU. Grande novidade. Mais impostos a caminho. A malta como não é de pilhar lojas, prefere mesmo roubar às escondidas, vai comer e calar. Sem ondas.

No cabelo não!

Ser árbitro é uma missão de alto risco, dentro e fora das quatro linhas. Pedro Proença perdeu dois dentes antes de iniciar o jantar de ontem no Colombo. Parece que se envolveu com um benfiquista, quando ele próprio se assume de coração vermelho. O «lampião» não gostou e deu-lhe uma cabeçada à má fila. Como diz uma amiga minha, que jura não ter assistido à troca de piropos entre Proença e o agressor, o árbitro terá implorado antes do confronto: «Faz o que quiseres, mas não me mexas no cabelo». Faz sentido.