Histórico. Os países da perestroika que sacudiu o norte de África estiveram esta manhã colados ao televisor para assistir à primeira de sessão do julgamento de Hosni Mubarak. O ex-presidente egípcio passou de líder vitalício e senhor todo poderoso, a indigente, acamado e enjaulado diante de um juiz. Negou todas as acusações que sobre ele pendem. Dia 15 volta a tribunal. A primavera árabe prolonga-se no tempo. 03 agosto, 2011
Primavera árabe também na justiça
Histórico. Os países da perestroika que sacudiu o norte de África estiveram esta manhã colados ao televisor para assistir à primeira de sessão do julgamento de Hosni Mubarak. O ex-presidente egípcio passou de líder vitalício e senhor todo poderoso, a indigente, acamado e enjaulado diante de um juiz. Negou todas as acusações que sobre ele pendem. Dia 15 volta a tribunal. A primavera árabe prolonga-se no tempo. O galo da capoeira
Mão amiga enviou-nos, «telemovelmente», uma imagem de hoje de um outdoor instalado algures nas ruas do Funchal. Uma propaganda do Bloquinho chama «azeiteiro» a Alberto João, inspirando-se no clássico anúncio do azeite Galo. O facto de a imagem ainda lá estar significa que a claustrofobia democrática madeirense começa a abrir algumas brechas. Como lembra o cartaz já são 33 anos de jardinismo.
02 agosto, 2011
01 agosto, 2011
País real
Dou uma volta pelas notícias e a revolta da malta, por causa do aumento dos passes, traduz-se no seguinte: 40 pessoas manifestaram-se à porta do Ministério da Economia, meia dúzia de inconformados cortaram temporariamente a linha da Azambuja e uns tímidos buzinões marcaram a reintrodução das portagens na Ponte 25 de Abril, no mês de Agosto. A panela está a encher, mas muito devagarinho. Faltam políticos com carisma e, já agora, também faltam líderes de movimentos contestatários. Onde andam os fabulosos irmãos Pinto que orquestraram a que ficou conhecida como a revolta da «Maria da Ponte»? Ao que parece na cadeia a contas com a justiça por contrabando e tráfico de drogas, coisas de somenos, mas se preciso for o povo vai buscá-los ao «xadrez» para reeditar o movimento de 1994.
País surreal
Como li hoje, algures, o concerto de Bon Jovi foi um Rock in Rio, versão reduzida e sem centro comercial montado. Descrição perfeita. 56 mil alminhas foram à Bela Vista, muitas delas para ficar a 400 metros do palco, espalhadas pelo desconcertante planalto, mas pelo menos já têm tema de discussão com os colegas de trabalho na segunda-feira. Os bilhetes voaram todos. Uns a 55 brasas, para a malta carenciada, outros a 85, para os burgueses e outros, para o chamado «diamond ring», que custavam a módica quantia de 285 euritos, obviamente para capitalistas, yuppies de sucesso ou assaltantes de multibanco com recurso a retroescavadoras. Até dá náuseas só de escrever.
Cuidado, Alvarito!
O Alvarito foi obrigado pelo Relvas a dar a cara no telejornal das 8, num dia de dupla raiva para a malta carenciada que ficou a trabalhar, com os passes inflacionados e a levar chuva na moleirinha. Mostrou gráficos ao melhor estilo de Medina Carreira, falou em «esforços repartilhados» (sic), suou um bocado da testa e decretou, a rematar, «less jobs for the boys», mais outra para o vasto léxico do «politiquês». Um verdadeiro cordeirinho que um dia destes, se não for encerrado numa redoma, vai ao sacrifício com uma grande pinta. Assinale-se a agressividade do moderador Carlos Daniel na condução da entrevista. Cheira-me que não vai escapar a uma queixinha telefónica por parte do Relvas. Onde é que está o respeitinho pelo partido do poder, hum?
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