Consegue imaginar que o tablóide semanal que mais vendia em Inglaterra fosse fechar? Mas aconteceu. Rupert Murdoch encerra o jornal que fazia «cachas» jornalisticas à custa de escutas ilegais e detectives. Para se livrar de pagar uma colossal indemnizacão aos visados Murdoch corta o mal pela raiz. O PM David Cameron critica o «método» (?) jornalístico do «News of the World», mas diz-se que o inquérito em curso vai morrer na praia. E que o PM britânico precisa do império mediatico do magnata australiano para se aguentar em Downing Street e, supresa das supresas, Andy Coulson, o chefe de redacção do jornal entre 2003 e 2007 e até há poucos meses porta-voz de Cameron, foi um dos responsáveis por este sujo processo de escutas. Com tanta lama na ventoinha, serão poucos a sair incólumes de tanta sujeira.08 julho, 2011
Jornalismo de escutas
Consegue imaginar que o tablóide semanal que mais vendia em Inglaterra fosse fechar? Mas aconteceu. Rupert Murdoch encerra o jornal que fazia «cachas» jornalisticas à custa de escutas ilegais e detectives. Para se livrar de pagar uma colossal indemnizacão aos visados Murdoch corta o mal pela raiz. O PM David Cameron critica o «método» (?) jornalístico do «News of the World», mas diz-se que o inquérito em curso vai morrer na praia. E que o PM britânico precisa do império mediatico do magnata australiano para se aguentar em Downing Street e, supresa das supresas, Andy Coulson, o chefe de redacção do jornal entre 2003 e 2007 e até há poucos meses porta-voz de Cameron, foi um dos responsáveis por este sujo processo de escutas. Com tanta lama na ventoinha, serão poucos a sair incólumes de tanta sujeira.06 julho, 2011
O céu é o limite
O prodígio Zuckerberg anunciou hoje que o Facebook, a sua obra-prima, vai lançar dentro de poucas semanas um serviço de Videochat que permitará diálogos entre vários usários em simultâneo. Uma autêntica maravilha, ideal para dar cabo da produtividade laboral, ou então, em alternativa, potenciar o trabalho interno em rede. Depende das perspectivas da entidade patronal e da atitude dos seus colabores.
A Igreja e o poder
Algo se move na Igreja. Primeiro, Dom José Policarpo não vê obstáculos na ordenação de mulheres sacerdotes e, last but not the least, o cardeal patriarca de Lisboa acha o imposto extraordinário «uma medida equilibrada porque não atinge os portugueses com menores rendimentos». Em suma, «não lhe faz impressão». A Igreja risca cada vez menos, mas é sempre interessante ver o claro do lado do poder pintado de fresco.
Maria José Nogueira Pinto (1952-2011)

Basta ver as caixas de comentários de alguns jornais online, nomeadamente o DN, para ver quanto ódio e má educação se destilam sobre pessoas que acabaram de falecer. Sob a capa do anonimato ou de nick inventado recorre-se à arma dos fracos, o insulto sem rosto. Maria José Nogueira Pinto é mais uma vítima de um país que tem cidadãos azedos e de muito mal com a sua consciência. Creio que não foi uma heroína da democracia, nem tão-pouco pode ser considerada uma vilã por idolatrar Salazar e partilhar valores ultra-conservadores. Descanse em paz.
05 julho, 2011
Jogos de sorte que por vezes dão azar
O Procurador Euclides diz que em altura de crise a corrupção vai aumentar. Descobriu a pólvora! A melhor investigação que se pode fazer hoje em dia do estado de podridão a que chegou o país passa por abrir o «Correio da Manhã» nas primeiras 15 páginas. Um verdadeiro manual de ardilosas patifarias. É elucidativo. O ex presidente da Câmara dos Solicitadores desviou milhões de penhoras para saciar o seu vício pelo jogo e, nem de propósito, um chefe de sala do Casino de Lisboa desviava fichas que valiam milhares, ostentando sinais exteriores de riqueza manifestos. Dizia ele aos colegas que tinha ganho o Euromilhões. Um verdadeiro excêntrico!
O espelho
O Mr. Bean das Finanças vai ter vida difícil. Diz ele que a Moody's, na desclassificação para «lixo» da nossa dívida, não teve em consideração o imposto que o «sindicato dos trabalhadores do gamanço» nos vai subtrair a todos no final de Novembro. Já cansa o argumento que as agências de rating não têm credibilidade. Portugal continua a olhar-se ao espelho e a perguntar se há alguém mais credível do que esta nação. O nosso destino está traçado.O «lixo» do serviço público
Hoje foi um dos dias em que me apeteceu que a RTP fosse privatizada. José Rodrigues dos Santos abriu o «Telejornal» com um despropositado e boçal: «Somos lixo», referindo-se ao facto de a Moody's ter reduzido para «lixo» o rating da dívida pública portuguesa. É verdade que o dia do nosso «enterro» não deve estar longe, mas escusavam de começar a abrir a cova antes de ser declarado o óbito.
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